O II Encontro Nacional de Formação Profissional, realizado na sexta-feira (25) e no sábado (26), em Brasília, trouxe, no último dia, quatro oficinas para discutir a realidade e as perspectivas dos cursos de Nutrição. Em outra, os participantes debateram especificamente a segunda versão do Guia Alimentar para a População Brasileira. O relato dessa troca de experiência contribuirá para a retomada dos trabalhos em Porto Alegre, no Congresso Brasileiro de Nutrição do ano que vem (Conbran).

Durante as oficinas, conselheiros, coordenadores de graduações em universidades públicas e privadas, representantes de entidades de classe e da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (Enem) analisaram a construção de projetos pedagógicos com base nas diretrizes curriculares nacionais do curso de Nutrição e no Instrumento de Avaliação de Cursos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (Inep/MEC). Os participantes discutiram ainda as metodologias ativas de ensino-aprendizagem, com foco em fundamentos teóricos, modalidades sensoriais, jogos educativos e avaliação do aprendizado.

Para debater os desafios da docência universitária, os participantes contextualizaram a atuação profissional do professor e a organização da atividade acadêmica, com destaque para o planejamento, a metodologia e o processo avaliativo. Ao descrever experiências aliadas à renovação curricular, uma das oficinas destacou as estratégias de integração entre teoria e prática, os eixos norteadores do curso de Nutrição, o processo de formação discente e o currículo integrado, bem como os desafios e avanços decorrentes.

Palestras – O II Encontro Nacional de Formação Profissional também discutiu o conteúdo do Guia Alimentar para a População Brasileira e o modo como as universidades podem implementá-lo a partir de planos de ensino, pesquisa e extensão. O evento teve ainda duas palestras para a promoção do debate sobre ética e formação profissional, ressaltando o contexto atual da graduação superior na área de Saúde, a qualidade dos cursos e do conteúdo ministrado do ponto de vista do estudante.

O presidente do CFN, Élido Bonomo, destacou a importância do encontro como espaço motivador para a construção de projetos político-pedagógicos dos cursos de Nutrição. “É o momento para juntar experiências e expectativas, avaliar outra dimensão do papel do nutricionista e para qual perfil de sociedade estamos formando esse profissional”, afirmou. A coordenadora da Comissão de Formação Profissional do CFN, Leida Bressane, disse que o esforço do conselho para a promoção de debates sobre o tema do evento se torna cada vez mais efetivo e reconhecido pelas entidades participantes. “A ideia é que, no próximo Conbran, em Porto Alegre, seja promovida mais um ciclo de oficinas com todos os envolvidos”, apontou.

A intenção do conselho é levar o resultado do encontro às instituições governamentais e de ensino superior para apontar quais mudanças são necessárias ao processo de formação acadêmica a fim de se ter um exercício pleno da Nutrição no Brasil.

Acesse os materiais apresentados no II Encontro Nacional de Formação Profissional

Conferência Magna: Desafios Epistemológicos para uma Educação Emancipatória 

* Mesa: Formação Profissional em Foco
– Contexto atual da formação em saúde
– Diretrizes curriculares nacionais para o curso de graduação em Nutrição
– A formação no ponto de vista do/da estudante

*Ética na Formação Profissional 

*Oficinas de Formação Profissional
– Oficina 2: Metodologias ativas de ensino-aprendizagem
Artigo
Apresentação

– Oficina 3: Desafios do trabalho docente na avaliação processual
Texto 1
Texto 2
Texto 3
Texto 4

– Oficina 4: Relatos de experiências com renovação curricular
Apresentação 1 
Apresentação 2
Apresentação 3
Apresentação 4

– Oficina 5: Guia Alimentar para a população brasileira, 2ª versão
Texto

Para mais informações, acesse a fanpage do CFN e veja fotos e vídeos sobre o II Encontro Nacional de Formação Profissional.