Qualificar as informações sobre nutrição e alimentação. Essa é uma das premissas para a atuação dos nutricionistas nas redes sociais, apontada pelo debate da mesa-redonda Limites Éticos para a Atuação dos Profissionais de Saúde nos Meios de Comunicação, promovida pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), no segundo dia do Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran), em Brasília. As contribuições do representante do Conselho Federal de Enfermagem (CONFEN), Vencelau Pantoja; da professora da Universidade de Brasília e membro do Conselho Regional de Nutricionista da 1ª região, Renata Monteiro e da advogada do Instituo Alana, Ekaterine Karageorgiadis, enriqueceram as discussões, que também apresentaram dados sobre a influência das redes em públicos como o infantil e dos profissionais de saúde.
O debate apontou a necessidade do nutricionista estar atento aos preceitos éticos que norteiam a profissão, especialmente porque tem compromisso com a saúde das pessoas. Outro importante alerta para a categoria foi para que reflita sobre a propaganda de produtos e marcas de empresas que se chocam com os interesses da profissão. A discussão destacou que é necessário ter cuidado ao se veicular informações nas redes sociais, espaço efetivo de riscos e oportunidades, para não se rotular as pessoas e escravizar corpos.
Para o CFN, o uso das redes sociais deve ser qualitativo e ter caráter educativo, mecanismos que contribuem para a divulgação de informações responsáveis e verídicas. Os nutricionistas, ao utilizarem as redes, devem propagar informações sobre nutrição e alimentação em consonância com os preceitos do Código de Ética e de Conduta do Nutricionista. Amanhã, 20, o assunto continuará em debate na oficina Ética e Formação Profissional, as 14h, na sala Athos Bulcão.