O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) participou na manhã desta quinta-feira (3), de uma audiência pública promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados para debater a educação a distância. O órgão foi representado pelo nutricionista e coordenador da Unidade Técnica, Juarez Calil Alexandre; pela nutricionista e superintendente do CFN, Rosane Nascimento; e pelo assessor parlamentar Geraldo Bentes. 

Na segunda mesa da audiência, que envolveu representantes de entidades da área da saúde, Juarez Calil ressaltou que é preciso refletir sobre os desafios da formação do profissional da saúde. “Não se trata apenas da transmissão do conhecimento. Temos que avançar no campo do desenvolvimento e da avaliação das competências. Nós do CFN vemos com preocupação a expansão da educação a distância para os cursos da saúde”, disse.

Ele também destacou a necessidade de analisar como os cursos a distância podem contemplar requisitos da avaliação de cursos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), como a inserção e impacto local e a vinculação com o Sistema Único de Saúde (SUS), além das tradicionais preocupações com aulas práticas, laboratórios, atividades complementares e estágios.

Debates

Para abrir a audiência pública, o deputado federal Zacharias Calil (DEM-GO), autor do requerimento para realização do debate, chamou para a primeira mesa o presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo, representando o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), João Carlos Correia; o presidente em exercício do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (CREA-DF), Pedro Luiz Delgado Assad e o diretor de Política Regulatória da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (SERES) do Ministério da Educação (MEC), Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior (que participou das duas mesas de discussão).

A segunda mesa reuniu o conselheiro Salomão Rodrigues Filho, do Conselho Federal de Medicina (CFM); a vice-presidente do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), Iguatemy Maria de Lucena Martins e o diretor de Gestão e Educação na Saúde, Hélio Angotti Neto, do Ministério da Saúde (MS). Na visão do representante da pasta, a modalidade EaD não cabe nos cursos de graduação da área da saúde. “A área da saúde, pelas peculiaridades e características de integração com o ser humano, não se identifica com a modalidade de educação à distância”, destacou Hélio.

Em 2016, o CFN se colocou contra a modalidade EaD em Nutrição e ratificou a resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nessa mesma linha, se opondo à autorização de todo e qualquer curso de graduação à distância na área de Saúde.

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Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados