As nutricionistas da Unidade Técnica do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), Carolina Chagas (coordenadora) e Luíza Torquato, participam hoje e amanhã da Oficina de Medidas Fiscais para a Prevenção às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCTN) e Tributação de Bebidas Adoçadas Não Alcóolicas Ultraprocessadas, promovida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília. Um dos objetivos do evento é compartilhar e nivelar conhecimentos dos participantes sobre os temas relativos à tributação de bebidas adoçadas não alcóolicas ultraprocessadas, bem como dar respostas ou apontar direções para questões essenciais no desenho da política fiscal para reduzir o consumo desses produtos.

O CFN defende a taxação das bebidas açucaradas como um dos fatores para inibir o consumo de tais bebidas que contribui para o aumento das DCNT e do excesso de peso. Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel/Ministério da Saúde) de 2017, apontam que 16,6% dos adultos tomam refrigerantes ou suco artificial (bebida açucarada) 5X ou mais por semana.

O mesmo levantamento constatou que a obesidade atinge 18,9% dos brasileiros e o excesso de peso de mais da metade da população (54%). Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017.