O Ministério da Saúde lança mais uma campanha de doação de leite materno. Representando o CFN, o Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região (CRN-3) participa do evento para acompanhar o cronograma de atividades.

O lançamento ocorreu no dia 18 de maio, em São Paulo, durante o V Congresso Paulista de Bancos de Leite Humano. O slogan é o mesmo do título acima e objetiva incentivar voluntariamente a doação de leite entre as mães que amamentam, ampliando o estoque coletado a ser distribuído aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso.

A campanha, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH) e o Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano (IberBLH), também pretende mobilizar a sociedade para a importância da amamentação e da doação de leite.

A ideia é reforçar que qualquer quantidade é importante para esses bebês. Dependendo do peso do prematuro, 1 ml de leite materno já é suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado.

Depoimento — A ação celebra o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, comemorado em 19 de maio. A madrinha é a atriz Sheron Menezzes, que também é doadora no Banco de Leite do Rio de Janeiro: “É um orgulho divulgar essa causa nobre. Precisamos incentivar mães, familiares, amigos e redes sociais. Muitos recém-nascidos de baixo peso não podem se alimentar no seio da mãe e precisam da doação para se desenvolver. Me coloco no lugar dessas mães, porque, quando precisei, fui socorrida. Hoje peço àquelas que amamentam a se conscientizar e doar o seu leite.”

Segundo a presidente do CRN-3, Denise de Augustinis Noronha Hernandez, do ponto de vista nutricional, o leite materno é o mais completo e equilibrado alimento para o bebê: “A iniciativa é uma oportunidade para difundirmos a importância dele no desenvolvimento dos recém-nascidos.”

Apesar das mobilizações já realizadas, o número de doações ainda é baixo em relação à demanda. Hoje, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir aproximadamente 60% da demanda para os recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em UTI neonatais. Isso significa que cerca de 40% dos bebês internados que precisam não podem contar com o leite humano na sua alimentação. É por isso que, todos os anos, o governo federal realiza campanhas para estimular a adesão das mães que amamentam.

Dados — No Brasil, o trabalho é focado na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, bem como na continuidade da amamentação por dois anos ou mais, contribuindo para a diminuição da mortalidade infantil.

Aproximadamente três milhões de bebês nascem por ano no País. Cerca de 330 mil nascem prematuros ou abaixo do peso (menor que 2,5 kg). A oferta de leite materno aumenta as chances de sobrevivência deles.

O modelo brasileiro de banco de leite humano é referência internacional. Vinte e três países já realizam cooperação com o governo federal para aplicar técnicas de baixo custo. A rede nacional é a maior e a mais complexa do mundo, com um total de 219 bancos de leite e 196 postos de coleta, além de coleta domiciliar.

Mundialmente, o Brasil lidera o movimento a favor da amamentação e da doação de leite humano, por meio da Agência de Brasileira de Cooperação (ABC) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Vamos incentivar a doação!